segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

UMA SÓ PALAVRA

Como as coisas proibidas,
um convite que assedia,
perfume que excita
paixão que seduz, arrepia...
Sobre o amor uma só palavra:
as vezes, dói.

Como os vícios que herdei
nas células
e nos riscos das minhas mãos.
No ofegar do sexo, os dialetos.
Se eu chorar, uma só palavra:
Corrói.

No desenho dos versos,
aflição e giz,
rimas que se alinham em nuvens,
como silabas que fiz de algodão.
No meu soneto, uma só palavra:
Solidão.

Naquilo que me fiz e criei
risquei com sangue
onde pulsa o meu profano.
A vida que eu sonhei
pintei com aquarelas.
Se seu sobreviver, uma só palavra:
Engano. 



Marcos tavares