segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CIGANA

Sou feita de coisas
que se estranham
as vezes sou ácida, afoita
cheia de preguiça.

Sou feita de paixões impossíveis
de um amor que não cuidei,
de sabores proibidos
que provei sem saciedade,

Nas noites frias nas calçadas,
bate em mim um coração
que não consegue se perdoar,

As vezes sou cigana, ardilosa
cheia de venenos,
seguindo passos de uma dança
não tendo um par para as ilusões
sem emoções que mereçam
guarda-las como lembrança.

Fui feita na condição
de não poder me abater
quando o choro vem me aliviar
nem me cansar de recomeçar
quando o sol vem iluminar
dar chance a um novo dia
tentar me reencontrar.


Marcos tavares